Cenário macroeconômico
As dificuldades vivenciadas pela economia brasileira em 2013 persistiram e, em alguns casos, agravaram-se ao longo de 2014. A perspectiva de crescimento econômico modesto se confirmou, diante de um cenário composto por alta da inflação, desvalorização da moeda, elevação da taxa de juros, produção industrial em queda, redução de investimentos e declínio gradual do consumo. Como resultado desse cenário, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 0,1%
– crescimento 2,6% inferior ao registrado em 2013.

Nesse contexto, a balança comercial brasileira encerrou o ano de 2014 com saldo negativo pela primeira vez desde 2000. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foram registrados US$ 3,959 bilhões de déficit, o maior desde 1998. Enquanto as importações somaram
US$ 229 bilhões ao longo dos 12 meses do ano, as exportações totalizaram cerca de US$ 225 bilhões. A corrente de comércio do país, resultante da soma de exportações e importações, também registrou queda: foram US$ 454 bilhões, um decréscimo de 5,77% em relação a 2013.

 

Se considerado o valor médio diário, as exportações para a Ásia, principal destino dos produtos brasileiros no exterior, foram 5,3% menores. As vendas para a China, que haviam atingido US$ 46,026 bilhões em 2013, foram reduzidas em 11,8%. No Mercosul, a redução foi ainda maior: as vendas passaram de
US$ 29,533 bilhões em 2013 para US$ 25,053 bilhões em 2014. A queda nas exportações para a Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil, influenciaram esse resultado – as vendas ao país vizinho foram 27,2% inferiores às registradas no ano anterior.