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Energia

Em 2014, o consumo de energia direta na Companhia, representado pela soma do consumo de energia elétrica e de combustíveis, totalizou 254.679,2 giga joules (GJ), frente a 458.121,2 GJ no ano anterior. O consumo de energia elétrica foi da ordem de 136,73 mil GJ, enquanto o uso de combustíveis fósseis respondeu por 117,95 mil GJ.

 

Considerando o consumo total de energia e o número de TEUs movimentados, o Terminal alcançou um índice de intensidade energética de 0,36 GJ/TEU, frente a 0,64 GJ/TEU em 2013.

Emissões atmosféricas

As emissões atmosféricas e a geração de pó e poeira são monitoradas regularmente e se relacionam principalmente à circulação de veículos e equipamentos de guindar de grande porte movidos a combustíveis fósseis. São acompanhadas as emissões de monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e o grau de enegrecimento de fumaça diretamente no escapamento dos caminhões de terceiros que acessam o Terminal. Os proprietários são notificados quando os limites são ultrapassados e orientados a realizar ajustes mecânicos. A frota interna de máquinas e veículos da Portonave passa pela mesma avaliação mensalmente. Adotando técnicas de amostragem de ar, a equipe também verifica a presença de partículas de poeira inaláveis e em suspensão, na mesma periodicidade. Quando encontradas em excesso, ações de prevenção e correção são executadas imediatamente.

 

Desde 2011 a Portonave realiza anualmente o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Os dados referentes ao ano de 2014 não foram consolidados até a publicação deste Relatório e serão reportados em outros canais e no Relatório de Sustentabilidade do próximo ciclo.

ÁGUA

A totalidade da água consumida pela Portonave é fornecida pela Secretaria de Saneamento de Navegantes (Sesan), que é abastecida pelo Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infraestrutura (Semasa) do município de Itajaí. A água é captada no canal do Rio Itajaí-Mirim, em Itajaí, sem interferência significativa nos aspectos biológicos e sociais da região. Em 2014 foram consumidos 18,7 mil m³ de água, volume 1,14% inferior ao registrado no ano anterior. O acompanhamento do consumo é realizado diariamente por meio da verificação dos hidrômetros digitais.

Mantido há quatro anos pela Portonave, o sistema de reaproveitamento da água da lavação de máquinas e equipamentos registrou uma economia 150% superior em relação ao volume economizado no ano anterior. A água tratada e reempregada na mesma atividade é reutilizada cinco vezes antes de ser descartada, gradativamente, de acordo com o grau de condutividade. Os 685,48 m³ economizados representam aproximadamente 50% do volume usado na área de lavação de máquinas e equipamentos e 3,7% do volume total de água consumido no Terminal.

EFLUENTES

 

A Portonave inspeciona trimestralmente a qualidade das águas subterrâneas na área do Terminal e mensalmente analisa a qualidade da água do Rio Itajaí-Açu.

 

Essa prática garante a resposta imediata a eventuais contaminações dos lençóis freáticos ou do estuário por produtos químicos ou derivados de petróleo. Em conformidade com a normatização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Companhia mantém um programa de monitoramento da água potável destinada ao consumo humano, mensalmente atestada por laboratórios. Os níveis de cloro na água são verificados diariamente pela equipe de gestão ambiental.

 

Após passar pela Estação de Tratamento de Efluentes sanitários instalada no Terminal, as águas residuais da Portonave são descartadas no estuário do Rio Itajaí-Açu, que deságua no Oceano Atlântico. Entre o estuário e a foz do rio não há áreas destinadas à proteção da biodiversidade, nem tampouco se encontram na região espécies endêmicas ou protegidas.

 

A Licença Ambiental de Operação autoriza a Portonave a descartar um total de 7,5 m3/hora de efluentes tratados. O monitoramento dos efluentes da ETE acontece diariamente, com o objetivo de assegurar que a natureza receba de volta apenas resíduos em conformidade com os parâmetros da legislação vigente. Os descartes não são reutilizados por outra organização. Em 2014, o descarte total foi de 19.162,5 m³.

 

 

Também há descarte de água superficial, diretamente no estuário, por meio de um canal de drenagem de aproximadamente 200 metros, para onde converge um sistema de captura de água da chuva com cerca de 5 mil metros de comprimento. O canal é impermeabilizado e possui uma comporta que impede o contato da água nele armazenada com o rio. No caso de um vazamento de produtos poluentes no pátio, é possível impedir que a água contaminada seja descartada. A qualidade da água do canal de drenagem é conferida diariamente, sendo medidos o pH e o oxigênio dissolvido (OD). Além das averiguações diárias, a Portonave realiza análises laboratoriais mensais no ponto de lançamento, cujos resultados são comparados com os padrões de qualidade exigidos pela legislação vigente.

 

A Companhia mantém, em tempo integral, uma base de defesa composta por técnicos equipados responsáveis por responder rapidamente a situações preventivas ou emergenciais relacionadas a eventuais acidentes ambientais. As ocorrências mais comuns no Terminal – sempre registradas em relatórios técnicos – são pequenos vazamentos de óleo de veículos e equipamentos, em especial de terceiros, além de avarias em contêineres que transportam cargas perigosas. Em 2014, contudo, não foi registrado nenhum vazamento significativo nas dependências da Portonave.

RESÍDUOS

 

O sistema de coleta seletiva da Portonave garante a destinação correta dos resíduos do Terminal e abrange todas as áreas e departamentos. Contentores específicos são disponibilizados para que os colaboradores separem os resíduos e a empresa dê a destinação adequada. Os materiais gerados são recolhidos periodicamente – a maior parte, diariamente – e mantidos nas Centrais de Armazenamento Temporário, nas instalações do Terminal, até que sejam coletados por empresas terceirizadas especializadas em cada tipo de descarte. Todas essas empresas possuem as autorizações devidas e cumprem os requisitos legais à realização das suas atividades. Os resíduos são registrados e relatados periodicamente pela Portonave à Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma). Em 2014, a Portonave gerou 3.570,97 toneladas de resíduos não perigosos e 118,71 toneladas de resíduos perigosos.

 

Conservação da biodiversidade

Após um período de intensa chuva e inundação, ocorrido em 2011, a Área de Preservação Permanente de 3,9 hectares anexa ao Terminal teve seu valor de biodiversidade impactado. Após fiscalização e avaliação, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) licenciou a área para ampliação do Terminal, em obras desde junho de 2014. Como forma de redirecionar seus esforços de preservação ambiental e atender à compensação pelo uso da área, a Portonave passou a desenvolver um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) em toda a extensão da orla do município de Navegantes (SC).

 

O projeto Nossa Praia, realizado em parceria com a Prefeitura de Navegantes, prevê a recuperação da vegetação de restinga, a construção de um deck de madeira, a recomposição de dunas e a delimitação de trilhas ao longo dos cerca de 10 quilômetros de orla. Com investimento de R$ 3,8 milhões por parte da Portonave e de R$ 3,1 milhões da Prefeitura, os 102 hectares devem receber o plantio de 100 mil mudas nativas.